terça-feira, 9 de junho de 2009

CUMPLEÃNOS



9 de junho: para muitos, uma data normal, comum. Para mim também, pelo menos até 2002.

2002: ano de muitas mudanças, fim do 2º grau e ingresso no ensino superior. Passagem definitiva para a vida adulta, que veio acompanhada por novas sensações e novas pessoas.

Algumas destas mereceriam destaque especial, mas não hoje. Hoje, 9 de junho, é o dia de somente uma delas.

Uma pessoa especial, de um sorriso e olhar únicos, capaz de, literalmente, modificar o dia de alguém.

Essa foi minha amiga. Foi, também, minha namorada.

Hoje somos apenas ex-namorados. Da pior espécie.

Como disse, hoje era para ser um dia especial, diferente da maioria dos outros 364 dias de um ano, dia este onde se demonstra, de forma plena, toda a alegria, amor e carinho que se sente por alguém que completa mais um ano de vida.

E eu estou aqui, incapaz de dar ao menos um telefonema ou de escrever um simples “FELIZ ANIVERSÁRIO” diretamente a ela.

A vida é mesmo muito estranha. Muda-se muito. E de forma muito rápida. O que hoje parece eterno e imutável, amanhã serão apenas pó e cinzas. Todo cuidado é pouco.

Um dia desses li um pensamento que diz: “A vida não tem prêmios nem castigos, somente conseqüências”. Passei então a perceber que toda e qualquer ação gera um resultado, talvez não perceptível em seu momento, mas que, com certeza, não escaparemos de suas conseqüências.

Bom, fugi um pouco do assunto, o cumpleãnos. Ah, a aniversariante também.

Sim, ela, moça loira, seus vinte e poucos anos, cabelos cacheados, baixinha, geniosa, amorosa, biônica, eletrônica...

Queria ser capaz de lhe dar os parabéns, mas não sou. Sou fraco, arrogante, prepotente, orgulhoso, dominador e prejudicial. E só com ela, incrível! Incapaz de mesmo nesse dia, demonstrar só bons sentimentos, sem ser o babaca que sempre arruma motivos para brigas.

E quantas foram. Sem motivos. Sem objetivos. E assim se foi mais um amor. Um amor de juventude? Ou um amor para a vida inteira? Isso nunca saberemos. O importante é que foi amor e assim deve ficar.

Por essa razão hoje, diferentemente dos últimos anos, fico inerte, em silêncio. Só escrevo para aplacar um pouco do turbilhão de sentimentos que passa por mim.

Era preferível não acordar hoje. Não ter de pensar em tudo isso. Era preferível que hoje já fosse 10 de junho.

Tenho certeza, porém, que fisicamente não levo o tão desejado “FELIZ ANIVERSÁRIO”! Mas Deus o levará, seja pela lua, pela brisa, pelos anjos, pelos pensamentos ou por alguma outra pessoa.

E, assim, o objetivo estará alcançado.

Felicidades! Saúde, paz, amor e sucesso, SEMPRE!

E que venha o amanhã, com uma nova página a ser escrita, no mesmo livro de sempre...

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